quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O medo e a construção da realidade do homem

Redação estilo UFRJ

O bicho-papão da vida.

Desde bebês, nós, seres-humanos, vivenciamos situações em que nos expomos aos nossos medo. À medida que crescemos, e, conosco, nossas faculdades mentais, passamos a ter mais controle sobre eles. No entanto esse controle não é e nunca será absoluto e os temores sempre estarão presentes em nosso cotidiano. Independentemente dessa presença ser boa ou ruim, nossas vidas serão definidas pela quantidade de medo que nos permitirmos - ou nos submetivermos - ter.

Quando crianças, ganhamos nosso Bicho-Papão, o pai de nossos medos, que se transformará no medo do escuro, do velho do saco, do bicho embaixo da cama... Enfim, ele, quando somos jovens, é o medo do desconhecido. Tememos o que não conhecemos e o que foge aos nossos limitados braços infantis. Contudo durante nosso crescimento, esses temores vão sendo postos de lado uma vez que vamos conquistando nosso mundo e o conhecendo.

Chegamos à fase adulta, fase em que já temos um conhecimento muito maior acerca de quem somos e o que fazemos, já conhecemos o mundo em que vivemos. Agora nosso Bicho-Papão , aquele mesmo o qual nos atormentava quando éramos crianças, se transforma no medo do desemprego, da fome, no medo de não sermos bons o suficiente para dar uma vida confortável a quem amamos. Por mais que superemos esses medos com nossos sucessos, nosso Bicho-PApão sempre crescerá e mudará de forma para nos amedrontar.

Por fim, chegamos à terceira idade, já não temos as preocupações de outrora. Então, como última cartada, o Bicho-Papão se transformará no medo da morte. Ao envelhecermos, a morte se torna nossa última aventura e voltamos a temer o desconhecido, como crianças. O pai de nossos medos nos levantará questões como "Para onde vamos?" e "Existe vida após a morte?" e nos submeterá a esse temor.

Então morremos, e conosco, nosso Bicho-Papão. Desse modo, ele estará presente em nossa vida inteira, sempre nos expondo aos medos do cotidiano. Só não podemos permitir que ele molde nossa vida e nos guie pelos caminhos do medo. Mesmo temendo, precisamos ousar para sermos pessoas melhores, levar nosso Bicho-Papão embora do mundo quando morrermos e deixar exemplos de superação dos temores.

domingo, 28 de outubro de 2007

O dom de errar

Redação que eu fiz em aula, estilo UFRJ.

Eu acho que errar é fundamental para o crescimento do ser-humano. Conclusão: Acabo de perder pontos preciosos nessa redação por cometer um equívoco inadmissível em um texto estilo dissertação, cujo foco deve ser sempre impessoal. No entanto, por ter perdido esses pontos, aprendi uma lição e tenho certeza que não voltarei a cometer tal erro. Então chegamos à conclusão que, a partir de erros, tiramos lições que garantirão futuros acertos.

Quando acertamos, conquistamos uma vitória inquestionável no caminho de melhorar quem somos. Contudo, a conquista que conseguimos quando erramos tem valor infinitamente maior. Explica-se: por errarmos, adquirimos um aprendizado que nos ensina o caminho certo e o errado permitindo que acertemos em uma próxima tentativa, agora com um conhecimento mais amplo.

Diz-se que muito aprendemos quando erramos e essa afirmação, de fato, é verdadeira. Porém, podemos afirmar que o melhor jeito de aprender é com o erro dos outros. Na história da humanidade muitos erros, de todos os tipos, já foram cometidos. Com isso, não seria necessário errarmos novamente, uma vez que podemos observar erros passados dos outros, e aprendermos com eles, por mais utópico que pareça.

O erro tem seu valor e a presença dele é indispensável para o crescimento do ser humano. Todavia, cometê-lo em excesso, ou no momento errado é inoportuno e nos leva a lugar nenhum. Então, diante de erros e acertos, devemos nos questionar acerca do valor de cada um destes e do momento oportuno de praticá-los.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A presença anônima da ciência versus sua espetacularização: será que perdemos a capacidade de nos espantar?

Redação que eu fiz final de semana passado...
Acho que a partir de agora eu vou colocar só redações atuais, a medida que eu for fazendo...

O século XX foi um século muito dinâmico em relação às novas tecnologias. Muitas descobertas e invenções nas áreas físicas químicas e biológicas permitiram o desenvolvimento de uma ciência que a cada dia se aprimora mais. No entando, esse desenvolvimento que outrora nos maravilhava tanto, hoje em dia já não tem tanto efeito sobre nós. Atualmente já esperamos alguma novidade diariamente e não nos surpreendemos tanto quanto antes.

A principal causa dessa perda do entusiasmo perante novos inventos é a normalidade e a freqüencia com a qual eles ocorrem. O mundo de hoje em dia está tão rápido que antes que nos acostumemos a uma nova tecnologia de ponta, essa tecnologia se torna obsoleta diante de uma nova invenção. Assim foi com o VHS, a fita K7 e a câmera fotográfica analógica, motivos de piadas e chacota devido ao surgimento do DVD, do CD e da câmera digital, mesmo sendo relativamente novos.

Agora estamos no século XXI e esse ritmo de novidades se mantém numa velocidade tão grande que às vezes até perdemos uma geração de novos produtos. O computador pessoal, por exemplo, que é um bem teoricamente durável, tem tantas atualizações constantes, as quais não conseguimos acompanhar, que ao comprar um novo ou atualizar o nosso, perdemos algumas gerações de novidades

Precisamos nos questionar acerca dessa dinâmica do mundo atual. Será que é oportuno para nós essa evolução tão veloz de tal modo que muitas das vezes nem entendemos o que temos em nossas mãos? Até quando o desenvolvimento nos levará ao progresso? São essas duas palavras sinônimos como todas as propagandas dizem que são?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O desafio de se conviver com a diferença (dissertação)

Essa é do ENEM desse ano... a redação que vai (ou não) me colocar dentro da UNI-RIO...

A segregação no mundo atual

O Brasil nesse ano, teve a oportunidade de sediar os jogos pan-americanos. Esses jogos têm o objetivo de promover uma melhor relação entre os países das Américas e são uma ótima oportunidade para conhecermos nossos vizinhos e suas diferentes culturas. No mundo em que vivemos, com tantas raças e credos, iniciativas como essa são bastante interessantes pois impedem a proliferação de movimentos etnocêntricos e nos mostram que, apesar de tantas diferenças, somos todos iguais.

Por estarmos vivendo a Era da Globalização, na qual a tendência, segundo alguns geógrafos, é de formação de uma "aldeia global", às vezes nos esquecemos da grande miscigenação que a espécie humana possui. Ao nos igualar à culturas dominantes, muitas vezes deixamos de lado nossos hábitos e passamos a criticar costumes que divergem dos nossos. O racismo, produto dessas críticas, nos remete à segregação humana e ao preconceito contra diversos povos.

Embora ainda haja muito preconceito aqui no Brasil, devemos nos preocupar verdadeiramente com esse problema em países centrais como Estados Unidos e paíes da Europa. Devido à grande variedade de raças, o povo brasileiro se submete desde cedo às diferenças e, por isso, é menos preconceituoso. Contudo, os países de primeiro mundo, os quais têm maioria ariana, são altamente racistas e os estrangeiros que vão para esses lugares normalmente exercem trabalhos de base, o que aumenta o preconceito.

O dever do povo brasileiro, por ter esse acentuado grau de miscigenação, é ensinar aos outros países como conviver com a diferença. Devemos mostrar o privilégio que é viver no meio de tanta variedade cultural. É importante que lutemos pelo término de todo tipo de segregação pois podemos aprender muito com diferentes raças!

A necessidade da fofoca (Dissertação)

Domingo à noite. Uma família se reúne para um cobiçado momento no qual todos estão juntos. Momento que hoje em dia é raro. Estão todos reunidos para um jogo que todos gostam e aproveitam para conversar um pouco. Depois de uma semana inteira separados pelo trabalho dos pais, o estudo dos filhos, as necessidades da avó, finalmente podem desfrutar do calor humano, familiar. As piadas típicas da família vêm à tona, os casos engraçados começam a ser lembrados, está tudo correndo perfeitamente bem. Mas, de repente, uma exclamação da mãe coloca um fim a esse momento: “Ih, o Big Brother vai começar!” e como uma casa de palha em um temporal, tudo começa a ruir. Está desfeito o momento tão estimado pela família.

Afinal qual é o poder que o Big Brother tem? Poder que é capaz de transformar uma família unida em simples indivíduos separados, estáticos na frente da televisão. Será que é a força do Big Brother, ou simplesmente a curiosidade humana que fala mais alto? O ser humano tem essa necessidade de saber sobre a vida de seu próximo. No entanto, o que é essa necessidade? O que leva os Homens a serem tão fofoqueiros?

O medo de ser diferente dos demais, da sociedade onde vivem faz com que as pessoas sempre queiram saber da vida dos outros. Para saber quão diferente suas vidas são. Cada um vive sua vida, mas como só vivemos uma vez, não sabemos como fazê-lo. Então é necessário (ou pelo menos as pessoas acham que é) saber como o outro vive, saber as manias, os vícios, os defeitos dos outros, para sabermos se somos normais. Isso justifica o grande sucesso dos “reality shows”, das revistas sobre gente famosa, e até das novelas, as quais não deixam de ser um retrato, mesmo que fantasioso, da sociedade em que vivemos.

E que alívio nos dá vermos que as pessoas são falsas, sim, mentem e enganam, visando seu próprio bem, assim como nós mesmos. Que bom ver que não somos somente nós que estamos atolados em dívidas, que fazemos qualquer coisa, ou quase, por dinheiro. Que alívio nos dá podermos justificar nossos problemas e defeitos. Afinal “se o Fulano de Tal, ator global, lindo e charmoso, pode, então eu também posso, né Bial?”

Assim nossa sociedade se afunda cada vez mais, pois nós começamos a aceitar nossa miséria como ela é, já que não somos os únicos miseráveis. Não é necessário mudar, pois somos todos iguais e ninguém pode falar mal de nós. Então pra que melhorar? Seria muito bom poder ser diferente, ser rico e viver muito bem. Mas se não dá, meu vizinho também está nessa. Estamos juntos nesse barco no qual ninguém pode falar mal do outro. Pelo menos não pela frente.

A família brasileira do século XXI e a nova ordem interpessoal (Dissertação)

Começar com uma redação antiga.. deste ano mesmo, mas só para inaugurar mesmo...
Sobre a família atual! Nota: No título eu sempre vou colocar o tema da redação!!

Noite de quarta-feira. Um pai de família chega em casa cansado do trabalho. Beija seus filhos e sua mulher, vai à cozinha, serve seu jantar e vai para seu quarto assistir televisão enquanto come. Ao seu lado, sua mulher está no computador pessoal dela, e já jantou, assim como seus filhos, todos separados. Diante dessa situação, o dono da casa se lembra, saudosista, de como era seu tempo de criança, quando seu pai chegava do trabalho e todos jantavam juntos, à mesa. Esse fenômeno de individualização dentro da família vem acontecendo atualmente e é digno de preocupação.

Os filhos, que são os jovens de hoje em dia já não se preocupam em constituir uma família. Podemos notar isso pela banalização do namorar, o qual vem sendo substituído pelo simples ficar, que não exige nenhum compromisso. Pela perda da idéia do núcleo familiar, os jovens perderam a noção do que é ser, verdadeiramente, uma família. Eles já não têm suas mães e seus pais como seus portos seguros, em quem eles podem confiar para absolutamente tudo.

As mães, desde o aumento da participação feminina no mercado de trabalho, não são mais tão presentes como eram. Com a revolução feminista da década de 70, quando operárias em Paris queimaram soutiens em protesto, trocamos nossas mães donas-de-casa por mães ausentes que trabalham 8 horas por dia, chegam em casa cansadas, e vão dormir. É possível, então, afirmar que o que quebrou o modelo de família antigo, foi a perda da figura materna sempre presente em casa para educar e até mimar os filhos.

No entanto, a verdade é que a realidade familiar que existia até a década de 70 não vai mais voltar. As mulheres já respondem por uma boa parcela do mercado de trabalho, e em alguns casos já até sustentam suas famílias. Contudo, nós não podemos permitir que percamos o conceito de família que nos dá segurança, as pessoas em quem podemos confiar e que mais nos amam. Então homem ou mulher, esposo ou esposa, pai ou mãe, ambos precisam ser mais presentes no cotidiano de suas famílias para mostrar aos seus filhos a importância de se ter e constituir uma família.

1° Post

Fala, pessoal...
esse blog é um espaço que eu vou usar para postar redações minhas... Eu estou em ano de vestibular, e preciso treinar sempre, uma vez que a redação tem peso bastante pesado (=P) na nota final.
Eu prometo que vou fazer o máximo para que as redações sejam boas e até criativas, de um modo que seja divertido lê-las.
Quem quiser pode freqüentar sempre, e deixar um comentário... será sempre bem-vindo..

Obrigado, e divirtam-se, eu tenho certeza que EU vou!